quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Resistindo

A chuva (tema recorrente desde que inaugurei este espaço) teimava em não acalmar e na semana passada cheguei ao cúmulo de ir buscar os rolos ao sítio onde os tinha arrumado já lá vão uns anos.

Apesar de tudo, no Sábado, uma ligeira aberta no início da manhã permitiu-nos, a mim e ao Tico, ganhar coragem para sair numa agradável e calma volta de BTT sob o céu cinzento.


E ontem à noite foi possível fazer uns kms em estrada seca. Mas parece que será de pouca dura.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Recomecemos... II

Chego à conclusão de que não tenho grande jeito para diários. Quando inaugurei este espaço a ideia era relatar aqui alguns raciocínios e sensações que me vão ocorrendo durante as saídas de bicicleta. Mas não tem sido fácil. Aquilo que são pensamentos fluidos durante a pedalada torna-se depois difícil de expressar através do teclado. A conjuntura também não tem sido fácil. O mau tempo, as constipações e a gripe têm arrumado com qualquer coisa que algum dia tenha possuído de semelhante a boa forma física para pedalar. Quando digo que não gosto do inverno fico sempre com a sensação de que as pessoas não atribuem às minhas palavras a mesma importância que lhes quero dar. Não se trata de achar simplesmente o inverno aborrecido, estou mesmo profundamente convencido de que o meu organismo não se adapta a estas condições. Acho que devia migrar, como as andorinhas, para climas mais quentes e secos ou então hibernar, como os ursos.

Aparentemente recuperado das maleitas, no Sábado de manhã lá regressei às pedaladas. Era provável que pelo menos o Tico aparecesse à "sede" mas a mim não me apetecia sofrer. Não desta vez, pelo menos. Sentia-me pesado e fraco e já sabia que, ao contrário do que acontece com outros, de mim ninguém iria ter piedade se me visse empenado. Assim fui sozinho fazer aquilo que apelido de "uma volta dos tristes", um daqueles percursos por estradas planas e monótonas lá para as bandas da Póvoa. Plano mas que, ainda assim, bem me custou. Teve a virtude de me levantar o moral. Podia ser que fosse o início da retoma às pedaladas regulares.

A meteorologia continua a despejar notícias de mau tempo e alertas vermelhos. Um abrandamento dessas condições lá me deu coragem para sair ontem à noite. A noite estava fria e os pingos de chuva desmotivavam mas a vontade de pedalar era muita. Felizmente não foi chuva que desse para encharcar mas, como o forro das SealSkinz há muito que perdeu as suas propriedades impermeabilizantes, quando cheguei a casa julguei que teria de amputar os dedos dos pés, de gelados que estavam.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Irritado! #$%@

Quando parecia que o tempo ia mudar e voltar às pedaladas regulares, mais chuva! Mas hoje à noite não resisti e furei pelo denso nevoeiro que cobria a Assunção. Sem exagero, no topo a visibilidade não ultrapassava os 4 metros. O feixe de luz da minha lanterna através do nevoeiro parecia o sabre do Darth Vader. A certa altura, já na estrada, tive de me guiar pela valeta para saber para onde ir. No regresso o nevoeiro transformou-se em chuva e o resultado foi uma bela molha.

Como o tempo era pouco, aproveitei para acelerar mais um pouco nas subidas na tentativa de ajudar a recuperar a forma perdida ao longo dos últimos tempos. Lá publiquei o registo da volta no Strava para verificar os tempos. No início do ano ponderei começar a registar tudo como privado. Mas como acho piada às comparações de tempos, para já ainda não o fiz. Mas são comentários como um dos que esta actividade suscitou que me levam a ponderar fazê-lo. Para já fiquei-me por uma resposta seca, a alternativa seria mandar alguém à merda.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Tinha de ser

Ou aproveitava este Sol para pedalar ou entrava em depressão. Tenho férias para gozar, toca a tirar o dia.

Já tentei explicá-lo a diversas pessoas mas ninguém me leva a sério: o meu corpo não funciona bem com chuva e frio. Fico doente, deprimido, eu sei lá... Chega o Verão e tudo me passa. Se pudesse hibernava. Ou migrava para climas quentes e secos, como as andorinhas.

O Daniel está de férias e não foi necessário grande esforço para o convencer a fazer-me companhia. Não arrancámos muito cedo para não sofrer demasiado com o frio. Ele com kms a mais nas pernas, eu com kms a menos. Resolvemos apontar a azimutes menos habituais para não massacrar as pernas com grande dureza.

Foi agradável voltar a meter carga nas pernas para preparar grandes "empreitadas" para 2014.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Terence Tao

Característica fantástica destas voltas solitárias é a disponibilidade para deixar o pensamento divagar sobre os temas mais improváveis. Um milhão de dólares é o que vale a solução dum dos problemas da lista de problemas matemáticos ainda sem solução. Podemos assim indexar o preço produtos e serviços mais mundanos ao valor dum problema com enunciado intragável?

Além disto, apenas o túnel encerrado em Vilar de Luz. Escapuli-me pela ciclovia lateral. Aquilo realmente escorre bastante água castanha pelo tecto. Os técnicos lá saberão porque não é seguro.

Recomecemos

A chuva finalmente acalmou. E uma visita ao médico confirmou apenas uma faringite que teimava há semanas em não desaparecer. Com a medicação deve ir ao lugar.

Estava quase a desesperar por umas pedaladas. Principalmente depois de ver o vídeo do Paulo Bertrand. Aquela gaita deitou-me abaixo. Não pedalar por causa da chuva? Que tenrinho sou! Ok, não foi só por isso, houve mais umas razões. E afinal de contas também há pessoal que tem medo de pedalar à noite em Vilar de Luz.

A ideia era fazer mais uns kms. Mas depois cheguei tarde a casa. E lembrei-me que tinha uma compromisso passadas duas horas. Irra! Fiquei-me por mais "uma volta dos tristes". É por isso que não consigo compreender a opção de certos sortudos com tempo disponível para pedalar durante o dia e que continuam a insistir nos carrosséis do costume.

Melhor que nada, cheguei a casa com o humor completamente alterado. Para Melhor!

  

sábado, 4 de janeiro de 2014

Ano novo, vida nova

O título deste texto é um cliché mas não deixa de ser verdade. Pelo menos no que diz respeito à existência deste blog. Tentarei daqui para a frente ir aqui colocando algumas reflexões e histórias sobre aquelas voltas de bicicleta mais rotineiras. E não só.

O problema é que para começar o ano está difícil arranjar tema de escrita. A meteorologia não tem estado pelos ajustes e é sobejamente conhecida a minha aversão à chuva. 2013 começou bem, logo com uns bons kms de pedalada no primeiro dia, apesar de 2 furos, mas este ano não me atrevi. Durante os dias seguintes, enquanto trabalhava, olhava para uma ou outra acalmia ocorrida durante o dia e invejava a sorte dos que se encontravam de férias.

Ontem do céu vieram tréguas ao final do dia e, apesar de não ser habitual pedalar à sexta-feira, achei que seria melhor aproveitar a oportunidade. Vesti-me, montei as luzes na roda fina e fui dar uma volta pelas redondezas. Pesado e completamente fora de forma lá me "arrastei" por aí. Mas soube-me tão bem. Hoje preparava-me para mais mas o temporal da madrugada prolongou-se pela manhã e à tarde não tinha disponibilidade. Mais um dia "em terra".